[Resenha] Brilho da Chama Eterna - Série Chama Eterna #2

 


Depois de ter me surpreendido positivamente com o livro Despertar da Chama Eterna em 2025, é claro que sua continuação seria uma prioridade para 2026. Juntando isso ao fato de que tenho o objetivo de ler mais fantasias esse ano, já corri para ler o segundo volume.

Brilho da Chama Eterna foi uma das minhas leituras de janeiro e sinto que ainda vou falar muito dessa série ao longo do ano. Mas, por enquanto, vim trazer as minhas impressões da leitura.

Já aviso que não vou falar sobre a trama, por se tratar de uma continuação. Mas, para quem ainda não leu o primeiro volume, tem resenha de Despertar da Chama Eterna aqui.


Autora: Penn Cole

Tradução: Fernanda Castro

Editora: Arqueiro

Páginas:

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Enquanto a guerra se aproxima, Diem descobre um poder capaz de salvar seu povo da destruição. Mas, para usá-lo, terá que correr contra o tempo para se aliar àqueles que mais odeia: a família real da casa Corbois. Mergulhada no mundo dos poderosos Descendentes, Diem logo percebe que o bem e o mal não são tão claros quanto imaginava. Velhos preconceitos são desafiados e novas alianças tornam confusa a fronteira entre amigos e inimigos. Enquanto isso, sua mãe continua desaparecida – e os segredos que ela deixou para trás não podem mais ser ignorados. Dividida entre um amor do passado e uma paixão que se alastra como fogo, Diem terá que encarar a verdade sobre quem é e o que realmente deseja antes que seja tarde demais. Inimigos perigosos a cercam por todos os lados, mas a batalha mais mortal que Diem enfrentará pode ser a de seu próprio coração.”

 

Brilho da Chama Eterna começa exatamente de onde o primeiro parou. O mundo da protagonista Diem virou de cabeça pra baixo e ela precisa desesperadamente de respostas. Agora, ela se vê envolvida no mundo dos Descendentes, sem saber em quem confiar e percebendo a linha que separa o bem e o mal não é tão clara quanto ela imaginou.

E, em meio a tantas mudanças na sua vida, Diem ainda se vê dividida entre a estabilidade de um amor do passado e a intensidade de uma atração por alguém que ela via como inimigo.

 

Que delícia esse universo que a autora criou e a forma como ela envolve o leitor. Mesmo que não seja uma trama completamente inovadora, ela conseguiu desenvolver esse mundo com personalidade e de forma instigante.

A autora explora mais o lado dos Descentes, trazendo mais das intrigas políticas e do sistema de magia. Ao mesmo tempo, ela dá mais camadas para eles e os mortais, fazendo com que a linha entre vilões e heróis fique mais nublada.

Confesso que a Diem me irritou um pouco, por sua teimosia e por se recusar a ver coisas que para mim estavam óbvias. Mas levei em consideração o impacto das mudanças na vida dela e o fato de que ela não tinha todas as informações que o leitor percebe facilmente.

Em relação ao romance, eu tenho meu favorito entre os pretendentes da Diem. Mas gostei muito de como essa parte foi inserida na trama e que ela não ocupa mais espaço do que o necessário.

A autora acertou muito também nas reviravoltas e ganchos dentro da trama. Ela traz tensão e revelações nos momentos certos, mantendo a leitura envolvente do começo ao fim. E o gancho para o próximo é excelente. Ainda bem que ele sai ainda esse ano.

De um modo geral, Brilho da Chama Eterna é uma excelente continuação e me deixou ainda mais empolgada para continuar essa série. Felizmente, o terceiro livro será publicado ainda em 2026 pela Arqueiro.


[Motivos para Ler] A misteriosa confeitaria da meia-noite

 


Um gênero que me conquistou em 2024, mas que deixei um pouco de lado em 2025 foi a ficção de cura. Felizmente, pouco anos de acabar o ano, a minha última leitura me fez lembrar o motivo para eu ter me encantado por livros nesse estilo.

Estou falando de “A misteriosa confeitaria da meia-noite”, publicado pela Editora Paralela, que foi a leitura que encerrou meu 2025. E posso dizer que foi uma ótima forma de fechar o ano.

Então, hoje vim trazer alguns motivos que me conquistaram em “A misteriosa confeitaria da meia-noite” e, quem sabe, convencer vocês a ler também:

 

Escrita sensível e aconchegante:

Esse livro foi o meu primeiro contato com a escrita da autora sul-coreana Lee Onhwa e eu já me encantei imediatamente. Ela escreve de uma forma poética e cheia de metáforas sobre questões muito humanas, mas sem deixar a leitura cansativa ou monótona. Pelo contrário, ela consegue trazer um ar de aconchego para a história, que faz o leitor se sentir envolvido e acolhido.

 

Várias histórias dentro da trama principal:

A trama é centrada na protagonista Yeonhwa, que após a morte da avó, uma mulher que sempre foi uma figura distante e enigmática para ela, recebe de herança a confeitaria Hwawoldang, que está na família há gerações. Mas, apesar da jornada dela ser bem trabalhada, o livro se divide em outras tramas que trazem reflexões importantes e que contribuem para a jornada da Yeonhwa.

Confesso que algumas dessas tramas foram um pouco mais longas do que deveriam e me cansaram um pouco. Mas todas valeram a pena pelas lições que deixaram sobre amor, luto e perdão.

 

Reflexões para a vida:

As reflexões estão sempre presentes nos livros de ficção de cura e eu gostei particularmente dos temas que a autora abordou aqui. É um livro que fala muito sobre luto, mas também sobre a importância de viver o presente, de falarmos sobre os nossos sentimentos e, especialmente, de estarmos presentes para quem amamos.

Eu gostei muito da forma sensível que a autora trouxe esses assuntos. São lições importantes e que ela traz dentro da história de uma forma que realmente toca o coração. Sem dúvida, o meu aspecto favorito do livro.

 

Leitura rápida e envolvente:

O livro é bem curtinho e a escrita envolvente da autora deixa a leitura ainda mais rápida. É um daqueles livros que fluem sem a gente perceber. Então, para quem busca uma leitura leve e rápida, mas que consegue ser encantadora e reflexiva, é a escolha perfeita.

 

De um modo geral, “A misteriosa confeitaria da meia-noite” foi uma leitura que me envolveu e emocionou. Tive algumas ressalvas, como o fato de algumas tramas terem se prolongado um pouquinho mais que o necessário e ter sentido falta de um desenvolvimento do romance. No entanto, isso não comprometeu e nem deixou a leitura menos tocante.

Vocês gostaram dos motivos que eu citei? Me contem aí nos comentários o que acharam e se ficaram com vontade de ler. E para quem quiser saber mais sobre o livro, vou deixar as informações abaixo:


Autora: Lee Onhwa

Tradução: Juliane Ferreira da Silva Santos

Editora: Paralela

Páginas: 240

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Quando Yeonhwa perde a avó, uma mulher enigmática e distante, ela recebe como herança a confeitaria Hwawoldang, que está na família há gerações. Já faz um tempo que a loja não anda bem das pernas, e Yeonhwa pretende vendê-la o quanto antes, mas é surpreendida por um pedido inusitado da avó: ela deve manter a confeitaria aberta por pelo menos um mês, com funcionamento das 22h à meia-noite. Sem escolha, Yeonhwa é obrigada a pôr a mão na massa ― literalmente. Enquanto aprende a fazer os tradicionais doces asiáticos vendidos na Hwawoldang, ela também espera descobrir um pouco mais a respeito da avó. Em seu primeiro dia de trabalho, porém, é surpreendida por um fornecedor de ingredientes que dá a entender que a Hwawoldang não é uma confeitaria comum e que os clientes que a frequentam não estão exatamente vivos… A cada vez que alguém entra na loja, Yeonhwa é transportada para dentro de suas lembranças, com a oportunidade de ajudá-los a curar suas feridas… mas será que ela também vai conseguir encontrar conforto para o seu próprio coração?”


[Resenha] Despertar da Chama Eterna

 



Hoje eu vim falar sobre um livro que li há um tempinho, mas que enrolei para trazer a resenha: Despertar da Chama Eterna, da Penn Cole.

A continuação dele vai ser uma das minhas primeiras leituras de 2026 e estou bastante empolgada. Então, eu precisava vir falar com vocês sobre esse primeiro volume logo, porque em breve venho comentar sobre o segundo.


Autora: Penn Cole

Tradução: Fernanda Castro

Editora: Arqueiro

Páginas: 384

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: Quando antigos segredos pegam fogo, tudo se incendeia. Em um mundo colonizado por deuses e governado por seus cruéis e mágicos Descendentes, a curandeira Diem Bellator sonha escapar da vida sufocante em sua humilde aldeia. O desaparecimento repentino da mãe e a descoberta de um segredo perigoso sobre o passado dela lhe dão uma chance inesperada de se infiltrar no sombrio mundo da realeza dos Descendentes e desvendar os mistérios que sua mãe deixou para trás. Herdeiro do rei, o príncipe Luther observa cada movimento de Diem, e uma aliança mortal está determinada a recrutá-la para a guerra civil iminente. Em meio a tantos riscos, ela precisará dominar as regras do amor, do poder e da política para proteger sua família – e toda a humanidade.”

 

Em um mundo colonizado por deuses e governado por seus Descendentes, os mortais vivem oprimidos e sem recursos. Diem Bellator vive razoavelmente protegida disso, graças ao passado do seu pai no exército e à posição de curandeira sênior da sua mãe. Ela também era curandeira, só que atendendo apenas aos mortais. Mas quando sua mãe desaparece misteriosamente após ser vista conversando com um Descendente, Diem decide se infiltrar na realeza e buscar respostas. E isso a coloca no caminho do príncipe herdeiro, Luther, o Descendente com quem sua mãe foi vista pela última vez.

 

Confesso que me surpreendi muito com Despertar da Chama Eterna, e foi de uma maneira totalmente positiva. Para começar que, apesar de ser descrito como romantasia, ele se dedica muito mais a apresentar a parte fantástica e os personagens. E, mesmo que o romance esteja presente na trama, é de uma forma mais sutil. O foco é mesmo a apresentação do universo, dos conflitos e dos segredos que o permeiam.

E eu amei como a autora construiu esse mundo, com deuses, mortais e Descendentes. O funcionamento do universo é bem explicado, e vamos entendendo seus conflitos à medida que Diem sai de sua redoma e começa a descobrir mais sobre a realidade dali.

Além disso, a trama vai se intensificando gradualmente. Apesar de ser dinâmica e envolvente desde o início, ela se torna frenética da metade para o final. Muitos acontecimentos importantes mudam o rumo da trama e constroem um ótimo gancho para a continuação.

E para acalmar os corações dos que amam romance, destaco que ele está presente na trama, só fica em segundo plano. A protagonista está mais focada na sua jornada de descoberta, do que nos seus sentimentos. Eu confesso que, apesar de torce pelo príncipe e não suportar o amor de infância da Diem, gostei do romance não ficar em evidência nesse primeiro livro. Mas acredito que nos próximos volumes, essa parte ganhará mais destaque.

O final de Despertar da chama eterna é impactante, apesar de não ser totalmente surpreendente. Terminei querendo continuar dentro desse universo e sedenta por respostas.

E vocês, já leram ou querem ler Despertar da Chama Eterna? Gostam de fantasia com um toque de romance?


[Resenha] Maxton Hall: Salve-nos

 


Depois de ter me apaixonado pela primeira temporada de Maxton Hall, eu fiquei ansiosa pelos livros que originaram a série. Felizmente, a editora Alt publicou todos no Brasil em 2025 e é lógico que eu corri para ler à medida que foram saindo.

Já publiquei resenha dos dois primeiros livros e agora trago a do terceiro, “Maxton Hall: Salve-nos”.


Autora: Mona Kasten

Tradução: Karoline Melo

Editora: Alt

Páginas: 336

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora.

Sinopse: “Eles desafiaram o destino. Agora, precisam lutar por um final feliz. Depois de ser expulsa do prestigiado colégio Maxton Hall, Ruby Bell vê seu sonho de estudar em Oxford desmoronar. O mais doloroso é suspeitar que James Beaufort ― o garoto por quem se apaixonou ― possa estar por trás de mais essa injustiça depois de tudo que já passaram juntos. Incrédula, Ruby tenta seguir em frente, determinada a não abandona seus objetivos acadêmicos, mesmo enfrentando mágoas, decepções e a distância das pessoas que ama. James, por sua vez, está cada vez mais pressionado pelas expectativas de seu pai em relação ao futuro da empresa da família e à marca Beaufort. Diante das revelações que surgem, ele se vê forçado a tomar decisões difíceis para tentar reparar os danos causados e provar a Ruby que ainda pode ser digno de sua confiança. No desfecho da trilogia alemã Maxton Hall, Salve-nos aprofunda os conflitos entre amor, lealdade e identidade, mostrando que, para construir um futuro verdadeiro, é preciso coragem para encarar o passado, lutar pelos próprios sonhos e acreditar no poder transformador do amor”

 

"Maxton Hall: Salve-nos" continua exatamente de onde o segundo livro parou, por isso, não vou falar nada sobre o enredo. Só posso dizer que comecei a leitura com o coração apertado de preocupação com a Ruby, o James e a Lydia.

Pra minha surpresa, a trama foi construída de uma forma mais leve do que eu esperava. Não que o drama não esteja presente. Os personagens passam por muitos desafios e situações dolorosas que me deixaram angustiada e me fizeram sofrer por eles. Mas me surpreendeu a forma como eles lidaram com tudo isso e o fato da autora não ter deixado o drama se tornar pesado demais.

A evolução da Ruby e, principalmente, do James é nítida. Tudo que eles viveram nos livros anteriores trouxe mais firmeza e maturidade para os dois. E isso se refletiu muito nas atitudes deles e em como reagiram aos problemas que surgiram. Foi uma mudança natural, decorrente dos acontecimentos que viveram, mas confesso que fiquei orgulhosa desse casal.

Além disso, o romance continua lindo de acompanhar. A química entre os dois está cada vez maior e eles estão muito mais abertos e seguros em relação aos seus sentimentos. Foi realmente impossível não torcer!

Outro ponto que amei é que temos vários pontos de vista nesse volume e a autora desenvolveu bem os conflitos de todos os personagens. A Lydia é a minha queridinha e eu simplesmente amei o arco dela. Também vemos mais da Ember e dos amigos do James e foi ótimo ver os conflitos deles sendo resolvidos.

Minha ressalva é em relação ao final, que foi um pouco apressado. Algumas situações importantes ficaram mal explicadas e acho que a autora poderia ter dedicado um pouco mais de tempo a elas. Torço que, para na terceira temporada da série, haja espaço para explicar melhor esses pontos.

Mas, de um modo geral, "Maxton Hall: Salve-nos" foi uma ótima leitura. Fiquei muito feliz de ver o crescimento da Ruby e do James, bem como dos personagens secundários. E para quem tem medo de ler por ser uma trilogia, já aviso que é uma leitura muito fluida e os três livros podem facilmente ser lidos de uma vez, como um livro só.

E vocês, já leram ou querem ler Maxton Hall? Já assistiram a série?


[Lista] Séries que eu quero continuar em 2026

 



Faltando poucos dias para o final do ano, é hora de começar a fazer um balanço das leituras de 2025 e pensar nas metas de 2026. Então, hoje eu resolvi trazer algumas séries que comecei ou dei continuidade esse ano e que pretendo continuar em 2026. E confesso que fiquei chocada com a quantidade de séries que ando lendo.

Eu tenho muitas séries de fantasia e de romance em andamento e que quero seguir lendo no próximo ano. Algumas já estão com as continuações publicadas no Brasil, outras têm lançamentos anunciados para 2026. Então, estou bastante empolgada para dar continuidade em todas.

 

Séries de romance:

De romance, pretendo dar continuidade há algumas séries que já estava lendo antes e outras que comecei esse ano. Dentre elas, já tenho aqui e quero ler em 2026: “Morango, panquecas e romance”, quarto volume de Amores de Dream Harbor; “Sonhando acordado”, terceiro livro de Maple Hills; “Um namoro de mentirinha” e “Os opostos se atraem”, os dois últimos da série Lovelight; “No contra-ataque”, segundo livro da série Além da jogada; e “Proteções duvidosas”, o segundo da série Os órfãos de St. James.

E das continuações que foram anunciadas para 2026, também tem muita coisa. Para começar, duas séries da minha autora queridinha do momento, Stephanie Archer: o quarto livro da série Vancouver Storm, "Off Gloves", e o segundo de The Queen’s Cove, "The Wrong Mr Right", ambos anunciados pela Paralela.

Também vou poder continuar com o meu amor por séries de cowboys e de cidade pequena, com os livros “Wild and wrangled”, terceiro da série Rebel Blue; “Liga pra mim, não liga pra ele”, da série Rancho Wells; e "Sem juízo", da série Chesnut Springs. E voltando para os romances contemporâneos, ainda tem "King of Envy", o quinto livro de Reis do Pecado, da Ana Huang.




Séries de fantasia:

Se não bastasse as séries de romance, ainda tem muitas fantasias que preciso continuar. E todas prometem muito! Começando com “Promessas Cruéis”, a conclusão de Divinos Rivais, que eu deveria ter lido desde o ano passado. Mas ficou para 2026 e quero muito ler.

Outras continuações já publicadas e que preciso ler são: “Brilho da Chama Eterna”, segundo da série Chama eterna (e o terceiro sai em 2026); “Tempestade de Ônix”, terceiro de Quarta Asa; “Em algum lugar além do mar”, continuação do meu queridinho A Casa no Mar Cerúleo; “Sangue eterno”, conclusão da trilogia Imortais; e “Puros”, continuação da série Covenant.

Ainda tem as continuações que foram anunciadas e serão publicadas em 2026. As que estou aguardando ansiosamente são “A Guerra dos Dragões”, continuação de A linguagem dos dragões, “Três Almas Arruinadas”, o terceiro de As lâminas partidas; e “Adversária do Vilão”, o terceiro volume de Assistente do Vilão. Além deles, também estou ansiosa por: “Sea Spinner”, segundo livro de Reinos dos Remanescentes; Ruína Eterna, continuação de Inimigo Imortal, e “The Songbird and the Heart of Stone”, terceiro da série Coroas de Nyaxia.



Ou seja, deu para ver que tenho muita coisa para colocar em dia no próximo ano. Mas estou bastante empolgada para ler todos, pois são séries que realmente me conquistaram.

E vocês, querem continuar alguma série ano que vem? Já leram ou querem ler alguma dessas que citei?




[Resenha] A linguagem dos dragões

 


Hoje vim falar sobre um livro que eu fiquei curiosa desde que foi anunciado no Brasil e que acabou sendo uma das surpresas de 2025: A linguagem dos dragões, da S.F. Williamson. Publicado pela Galera Record, ele é o primeiro volume de uma trilogia.

A premissa dele é perfeita para quem ama fantasia com dragões e tramas cheias de aventura e tensão. Então, é claro que eu corri para ler assim que chegou por aqui e postei a resenha lá no instagram.

Mas eu não poderia deixar de falar dele por aqui também. Então, antes de encerrar o ano, venho contar o que achei de A linguagem dos dragões.


Autora: S. F. Williamson

Tradução: Carlos Cesar da Silva

Editora: Galera Record

Páginas: 420

Exemplar recebido de parceria com a editora

Onde comprar: Amazon

Sinopse: “Alguns sentidos se perdem, outros são criados. Assim é o ofício de traduzir. E Vivien Featherswallow conhece bem o poder das palavras. A mais jovem poliglota em línguas dracônicas tem um futuro brilhante pela frente. No entanto, em menos de vinte e quatro horas, seus pais são acusados de colaborar com a rebelião dos dragões e, ao tentar se desfazer das provas que os incriminam, a garota acaba iniciando uma guerra. Agora, as mesmas línguas que a levaram a esse destino terão de salvar a ela, e ao mundo, do maior combate entre humanos e dragões que já existiu. Mas nesse jogo de corrupção e alianças trocadas, Viv terá que decidir de uma vez por todas em qual lado da guerra está. Nesta incrível releitura de Bletchley Park, descobrimos o poder oculto da linguagem em uma batalha épica de alianças rompidas, romance proibido e guerra civil.”

 

Primeiro volume de uma trilogia, A linguagem dos dragões é ambientado em uma Londres no início do século XX, onde humanos e dragões conviviam sob os limites de um tratado de paz. No entanto, esse tratado está ameaçado com uma rebelião dos dragões ganhando cada vez mais força,

A jovem Vivien Featherswallow sonha em conseguir um estágio estudando línguas dracônicas e não mede esforços para isso. Sendo a mais jovem poliglota nas línguas dos dragões, o futuro que ela tem pela frente está bem encaminhado e parece ser brilhante. No entanto, quando seus pais, seu tio e seu primo são presos acusados de serem aliados dos rebeldes, o mundo dela vira de cabeça para baixo.

Depois de uma série de decisões imprudentes, Vivien acaba, sem querer, com a frágil paz dentro do reino e estoura uma guerra civil. Agora, se quiser salvar sua família, ela precisará usar seu conhecimento em línguas dracônicas e colaborar com o governo. Mas será que garantir a manutenção do Tratado é mesmo o caminho certo?



A autora criou um universo incrível aqui, onde dragões e humanos convivem em meio a muitas tensões. É um mundo permeado por conflitos políticos intensos e com um equilíbrio que se torna cada vez mais frágil. Além disso, há um sistema de magia fascinante envolvendo os dragões e eu amei como a autora abordou esses seres.

Outro ponto alto do livro é a forma como a linguagem e a tradução são abordadas aqui. A autora mostra o poder imenso da linguagem, especialmente o de manipulação, e a complexidade por trás do processo de tradução. Essa é uma parte essencial da história e que foi inserida de forma muito inteligente, tendo um poder determinante na trama. Confesso que foi um dos motivos que mais contribuíram para que eu ficasse fascinada com essa leitura.

Por outro lado, a protagonista testou a minha paciência. Se fosse uma história de terror, a Vivien sem dúvida seria aquela que vai morar em uma casa sinistra no meio do nada. Se tem uma decisão errada pra tomar, ela não pensa duas vezes. Só que apesar disso, eu amei tanto os demais aspectos do livro que eles acabaram superando minha irritação. E a Vivien acorda pra vida no final do livro, o que me deixou mais animada para a continuação.

Além disso, o livro tem um grupo de personagens bem interessantes e que compensaram a minha falta de paciência com a Vivien. Estou bem animada para ver como será o desenvolvimento de todos eles no próximo volume e tenho boas expectativas. E também há um toque de romance na trama que, apesar de ser uma parte bem pequena, tem um ótimo potencial para as continuações.

De um modo geral, A linguagem dos dragões é uma fantasia épica envolvente e fascinante, com uma trama cheia de tensões e surpresas. Mal posso esperar pelo próximo volume!

E vocês, já leram ou ficaram com vontade de ler? Gostam de fantasias que trazem dragões na trama? Me contem nos comentários.


[Resenha] Um destino tatuado em sangue

 


Acredito que todo leitor já passou pela experiência de enrolar para ler um livro e depois ficar se perguntando “por que eu não li esse livro antes?”. Isso já aconteceu comigo algumas vezes e uma delas foi com o livro Um destino tatuado em sangue, da Danielle L. Jensen.

Publicado pela editora Seguinte, ele é o primeiro livro de uma duologia que combina romantasia com mitologia nórdica. E é óbvio que eu me interessei assim que li a sinopse.

Sinceramente, não sei o motivo de ter enrolado para ler. Mas o importante é que eu li e ele acabou se tornando um dos meus favoritos do ano. Então, hoje vim contar um pouco sobre essa experiência.


Autora: Danielle L. Jensen

Tradução: Flávia Souto Maior

Editora: Seguinte

Páginas: 432

Onde comprar: Amazon

Exemplar recebido de parceria com a editora

Sinopse: “Freya passou a vida escondendo a magia que corre em suas veias. Abençoada com uma gota de sangue da deusa Hlin, ela é capaz de criar um escudo mágico que repele qualquer ataque. E, segundo uma profecia, quem controlar o seu destino governará todo o reino de Skaland. Quando uma situação extrema a obriga a revelar seu poder, ela é forçada a se unir ao jarl Snorri, um dos líderes da região. Manipulada por homens durante toda a vida, Freya vai fazer de tudo para tomar as rédeas do próprio futuro. Ela só não contava com a presença enigmática de Bjorn, filho do jarl, que é o único que a enxerga como uma guerreira de verdade, ao mesmo tempo que desperta nela uma atração incontrolável… Se ceder a esse desejo, porém, Freya vai pôr em risco não só o próprio destino, mas a vida de todos que jurou proteger.”


Em Um destino tatuado em sangue temos uma romantasia inspirada na mitologia nórdica. Freya foi abençoada com uma gota de sangue da deusa Hlin, o que lhe deu o poder de criar um escudo mágico que a protege de qualquer ataque. Ela sempre escondeu o poder, mas tudo muda quando se vê obrigada a se unir ao jarl Snorri. Devido a uma profecia, ele acredita que quem controlar Freya conseguirá unir os reinos de Skaland e pretende usá-la para se tornar rei.

Mas Freya está disposta a lutar com todas as suas forças para controlar o próprio destino. Só que a intensa atração que sente por Bjorn, o filho do jarl, pode colocar tudo em perigo.

 

Que fantasia sensacional! Para começar, o universo é fascinante, explorando muito bem a mitologia e inserindo de forma muito natural dentro da trama. Além disso, a autora constrói uma ambientação rica e bem elaborada de uma forma tão intensa que a gente se sente dentro daquele mundo.

Mas a protagonista Feyra é o grande destaque do livro. Ela é forte e determinada, não abaixa a cabeça para ninguém e faz de tudo para criar o próprio destino em um mundo controlado pelos homens. Lógico que ela tem suas fraquezas e vulnerabilidades, o que a torna mais humana, mas ainda é uma guerreira.

E como eu amei a relação dela com o Bjorn! Ele é aquele típico mocinho com humor ácido que eu amo, e as interações entre eles são afiadas e inteligentes. São muitos diálogos cheios de provocações e comentários sarcásticos, mas também com uma química inegável.

A trama é bem desenvolvida, com conflitos sendo trabalhados de forma inteligente, e tem um ritmo intenso do início ao fim. O livro tem muita ação o tempo todo, mas equilibrando com a construção do universo e dos personagens. Já o romance aparece na medida certa, sem ocupar mais espaço que o necessário, e as reviravoltas funcionam muito bem na trama.

Ou seja, Um destino tatuado em sangue entregou tudo que eu espero de uma boa fantasia. Me envolveu e me deixou totalmente instigada para ver mais desse universo e descobrir como os conflitos serão resolvidos. Felizmente, já estou com o segundo aqui e devo ler em breve. Então, fiquem de olho por aqui para não perder os meus comentários. 

E você, já leu ou quer ler Um destino tatuado em sangue? Me conta nos comentários.


Apaixonada por literatura desde pequena, nunca consegui ficar muito tempo sem um livro na mão. Assim, o Dicas de Malu é o espaço onde compartilho um pouco desse meu amor pelo mundo literário.




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